Coluna
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02/06/2009
A Crise Mundial Financeira x Recuperação dos Negócios Internacionais

Joaquim Brasileiro

Quando eclodiu a crise financeira mundial deflagrada a partir dos  Estados Unidos, atingindo o mundo globalizado, e, principalmente os países centrais (desenvolvidos). Os países componentes do BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China, ou seja, os países periféricos (emergentes) vêm desenvolvendo um papel fundamental na recuperação da economia mundial são países que estão com os seus fundamentos econômicos bem sólidos, e, portanto com reservas cambais em US$ suficientes para ajudarem a economia mundial nesta difícil e árdua recuperação. 

Quando olhamos para a economia chinesa, e, o seu crescimento fantástico nos últimos anos, em que a taxa Média do crescimento de seu PIB ficou em aproximadamente 10%, podemos notar que foi a economia do planeta que mais Cresceu, hoje, o governo chinês possui aproximadamente US$ 3 trilhões de reserva cambial, parte deste dinheiroUS$ 600 bilhões estão sendo aplicados em melhoria de seu sistema de infraestrutura logística, como estradas, portos, aeroportos, ferrovias. De outro lado o governo chinês também reduziu a taxa de juros interna para fomentar a economia doméstica com aumento da produção e consumo internos. Algo louvável e admirável para um país que tem sob a sua égide um sistema comunista e vem "bebendo" na fonte do capitalismo ao longo dos últimos trinta anos, com resultados extremamente favoráveis. Não nos esqueçamos que a inserção de um país nos negócios internacionais, e, o seu aumento significativo como é o bom exemplo da China, vem proporcionando para aquele país uma grande melhoria na qualidade de vida seu povo, com uma grande inserção das classes sociais na base da pirâmide para classes sociais mais ascendentes. 

A China está construindo o grande país do futuro de forma silenciosa, e, com muito trabalho, e, com foco no aumento incisivo nos negócios internacionais. Eles estão fazendo, e, continuarão fazendo a grande diferença no mundo globalizado. Hoje na China existem mais chineses aprendendo o idioma inglês que o próprio Estados Unidos, por que será? devemos refletir e aprendermos as lições desta grande nação, fazendo quem sabe em nosso país, um grande benchmarking para evoluirmos nos negócios internacionais, pois não podemos continuar estacionados nas 23 a. posição no ranking mundial dos maiores exportadores do mundo, com apenas 1,1% da fatia do mercado global. 

O Brasil, entre os quatro países do BRIC, é o que possui uma economia muito diversificada e de altíssima potencialidade de crescimento, basta fazermos, e, implementarmos algumas lições de casa, como: reforma tributária, reforma política, reforma da previdência social, e, uma reforma inadiável que possui um grau de correlação muito forte com os negócios internacionais, que é a reforma da infraestrutura logística brasileira. 

Cordialmente

Prof. Joaquim Brasileiro
Coordenador do Curso de Negócios Internacionais
FAE BUSINESS SCHOOL

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