
Os cerca de 170 mil passageiros que usam o metrô para se locomover terão que encontrar, nesta segunda-feira, um outro meio de transporte para chegar a seus destinos. Os metroviários da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que trabalham em Belo Horizonte, cruzaram os braços desde a 0h. Para tentar diminuir os efeitos dessa paralisação, que não tem data para acabar, a BHTrans informou que vai reforçar o número de ônibus nas estações BHBus que fazem integração com o metrô. Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG), José Geraldo Alves, a mobilização tem o objetivo de pressionar a empresa a conceder à categoria um reajuste salarial de 12,07%, índice que recompõe as perdas dos últimos dois anos.
O sindicalista explica que a greve foi definida em assembleia na última quinta-feira, na Praça da Estação, na capital. “Na noite daquele dia comunicamos nossa decisão ao Centro de Controle Operacional da CBTU e, na última sexta-feira, colocamos faixas e cartazes nas estações, para informar aos usuários que os trens não circulariam a partir do dia 22, e ainda distribuímos carta aberta à população. Sabemos do transtorno, mas essa é nossa única forma de chamar a atenção da empresa e do governo federal para nossa situação”, conta Alves.
De acordo com o presidente do Sindimetro, foram feitas três rodadas de negociação, mas a única proposta que receberam foi de um aumento de 4%. O percentual não agradou aos metroviários, que tiveram o último reajuste em 2007.
Atualmente, de acordo com José Alves, são cerca de 750 os metroviários na cidade, além de outros 1,2 mil terceirizados, mas as propostas beneficiarão apenas os funcionários diretos. Conforme o Sindimetro, não haverá cumprimento de escala mínima.
Roleta aberta
Ainda nesta segunda-feira, às 9h, representantes do sindicato e da empresa participam de uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Os metroviários se propõem a trabalhar normalmente, desde que a CBTU implante a roleta aberta. “Assim os usuários não vão precisar pagar a viagem enquanto não chegarmos a um acordo. Afinal, não queremos prejudicar os passageiros”, conta José Alves. Ninguém da CBTU foi encontrado no domingo para falar sobre a greve. (Fonte)
Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística