
O Departamento de Gerenciamento do Orçamento da Casa Branca (OMB, na sigla em inglês) renovou as projeções e aumentou a previsão de déficit em dez anos em US$ 2 trilhões, para US$ 9,05 trilhões. O déficit no atual ano fiscal é projetado em US$ 1,580 trilhão, ou 11,2% do Produto Interno Bruto (PIB).
A previsão é US$ 261 bilhões inferior à estimativa anterior, e resulta principalmente do fato de que o governo norte-americano não usou US$ 250 bilhões reservados para possíveis socorros financeiros e de que previa perdas maiores na Federal Deposit Insurance Corp (FDIC).
Para o ano fiscal de 2010, que começa em outubro, o Departamento da Casa Branca estima déficit de US$ 1,502 trilhão, ou 10,4% do PIB. Para 2011, a previsão é de déficit de US$ 1,123 trilhão, ou 7,4% do PIB.
No mesmo dia, a Casa Branca também reduziu as expectativas de receita do governo, para US$ 2,074 trilhões este ano e US$ 2,264 trilhões no próximo. O gasto do governo é projetado em US$ 3,653 trilhões este ano e US$ 3,766 trilhões em 2010.
"O rombo do orçamento de 2010 vai marcar o segundo ano consecutivo com mais de US$ 1 trilhão de déficit", disse Christina Romer, economista-chefe da Casa Branca. "Os números refletem as expectativas de que o crescimento econômico dos EUA será mais lento este ano e no ano que vem, devido à severidade da crise nos Estados Unidos e em nossos parceiros comerciais", acrescentou a economista.
Desemprego
O Departamento de Gerenciamento do Orçamento da Casa Branca também previu que o desemprego nos Estados Unidos deve atingir o pico de 10% ainda este ano antes de começar a declinar no próximo. O PIB norte-americano deverá contrair-se 2,8% este ano, o que representa uma revisão em forte queda da previsão anterior, de diminuição de 1,2%. O Departamento prevê crescimento de 2,0% em 2010 e de 3,8% em 2011; antes as estimativas eram de expansão de 3,2% para o ano que vem e de 4,0% para 2011.
O déficit e o desemprego deverão enfraquecer a campanha de Obama pela conquista de sua maior prioridade: a reforma do sistema de saúde dos EUA.
"O primeiro passo é deixar de agravar esses déficits com a fiscalização do cumprimento da legislação de gastar conforme a disponibilidade, de maneira que qualquer novo programa de imposto ou benefício social seja custeado, e com a adoção de um sistema geral de assistência médica que não aumente o déficit", diz Peter Orszag, diretor de orçamento da Casa Branca. (Fonte)