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Sexta-Feira, 09 de outubro de 2009
PAC ajudou país a superar crise econômica

O Brasil, um dos últimos países a ser atingido pela crise mundial, está sendo um dos primeiros a superá-la. Grande parte desta capacidade de recuperação se deve ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Neste esforço anticrise, os investimentos do PAC foram ampliados, de R$ 504 bilhões para R$ 646 bilhões, no período de 2007-2010. De janeiro de 2007 a agosto de 2009, chegaram a R$ 338,4 bilhões. Este montante equivale a 53,6% do previsto para os quatro anos. As ações concluídas totalizam R$ 210 bilhões, ou 33,3% do total.

Estes dados constam  do segundo balanço quadrimestral do PAC - oitavo desde o seu lançamento - apresentado nesta última quinta-feira pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, com a  participação de outros ministros de Estado. “O PAC está cumprindo seus objetivos básicos, o que faz com que o Brasil consiga atravessar a crise internacional, quando comparado a outros países, com bom desempenho”, afirmou o ministro Mantega. 

O cenário é promissor para o Brasil. No segundo trimestre de 2009, a economia voltou a acelerar. O PIB de abril-junho cresceu 1,9% sobre janeiro-março. A produção industrial, duramente afetada pela crise, registrou a sétima alta mensal consecutiva, subindo 2,2% em julho em relação a junho. Em agosto, foram criados 242 mil novos empregos com carteira assinada; o acumulado do ano chegou a 680 mil. “Estamos em uma situação 500% melhor do que quando começamos o PAC”, afirmou Dilma Rousseff.

Expansão do crédito - A ordem foi expandir o crédito, aumentar os investimentos públicos e estimular os privados. A União emprestou R$ 100 bilhões ao BNDES e usou parte das reservas em dólar para financiar as exportações. Os bancos estatais lideraram o aumento do crédito - elevação de 36% contra 5,4% dos bancos privados nacionais e 1,8% dos estrangeiros. O volume no sistema financeiro atingiu 45% do PIB em julho. Os impostos dos veículos, linha branca e materiais de construção foram reduzidos. O programa Bolsa Família e o Seguro Desemprego, ampliados para manter o poder de compra das famílias.

Pela primeira vez, o Brasil se tornou credor do FMI, ao comprar US$ 10 bilhões em bônus da instituição. O país deve encerrar o ano com saldo líquido de R$ 25 bilhões de investimento estrangeiro direto. As reservas internacionais mantiveram trajetória ascendente e chegaram a US$ 223 bilhões em setembro.

Do lado do investimento público, o governo lançou, em abril, o programa Minha Casa, Minha Vida, que representa R$ 34 bilhões em subsídios e tem por objetivo a construção de um milhão de unidades residenciais. O programa é um forte estímulo para o setor da construção civil e com grande capacidade para gerar postos de trabalho. Já o Plano Safra da Agricultura Familiar 2009/2010 vai investir R$ 15 bilhões na produção de alimentos. Na safra 2008/2009, o Brasil colheu 134,3 milhões de toneladas de grãos, a segunda maior produção da história. (Fonte)

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística
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