
A descoberta de gás natural no Bloco 58, operado pela Petrobras, localizado na província de Cusco, na região amazônica do Peru, já vinha sendo esperada há quase dois anos e é considerada fundamental para tirar do papel o projeto de construção de um polo petroquímico naquela região.
A descoberta foi anunciada na quinta-feira pelo presidente peruano, Alan García, e confirmada, na sexta-feira, pela estatal brasileira.
No ano passado, Braskem, Petrobras e PetroPeru assinaram um acordo prevendo a instalação de um polo petroquímico, com capacidade de produção de 700 mil a 1,2 milhão de toneladas de polietilenos a partir de gás natural.
Em comunicado, a Petrobras não confirmou o volume anunciado por García, na casa dos 5 trilhões de pés cúbicos (tcfs), mas o número repercutiu junto a especialistas locais. Tal volume seria um terço do total de reservas de gás do Peru hoje.
O jornal La Republica, de Lima, ouviu um especialista local no setor de energia, Aurélio Ochoa, que recomenda "cautela" na estimativa da quantidade.
No final de 2008, o então diretor internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, chegou a comentar que havia chances de a companhia obter resultados positivos em suas áreas no Peru, localizadas ao Norte de Camisea, maior reserva de gás daquele país.
A Petrobras tinha planejado investir no Peru, este ano, em torno de US$ 100 milhões, principalmente na perfuração do bloco 58, e ainda no bloco 10, em que também possui 100% de participação. Segundo fontes, a estatal não descarta disputar a nova licitação de 17 blocos que o governo peruano deve fazer entre o final deste ano e o início de 2010.
Na nota, a Petrobras acrescenta que "as amostras obtidas estão em fase de análise para que possa ser confirmada a comercialidade do bloco e calculada uma estimativa de volume de gás natural. A expectativa é de que a análise dos dados seja concluída nas próximas semanas para que então seja avaliada a comercialidade da área".
Laboratório naval
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Petrobras inauguraram, na sexta-feira, o mais moderno laboratório de engenharia naval da América Latina, que recebeu investimentos de R$ 9,5 milhões.
O laboratório, que tem o mais longo tanque naval do País, com 280 metros de comprimento, passou por completa reformulação física e tecnológica, para atender às novas demandas dos setores de transporte marítimo e de construção de plataformas de petróleo. (Fonte)
Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística