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Quinta-Feira, 12 de novembro de 2009
Exportações de arroz têm crescimento recorde em 2009

As exportações de arroz do Brasil alcançaram volumes recordes neste ano-safra, ultrapassando as 720 mil toneladas de março a outubro, o que representa um incremento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa é de repetir a comercialização de 790 mil toneladas, registrada em 2008 - cerca de 10% da safra gaúcha - em função principalmente do aquecimento do mercado externo em função da quebra da safra do cereal na Índia e também pela presença mais consolidada do produto nacional no exterior.

"Houve uma melhora em logística, desde o transporte até a armazenagem", disse o analista de mercado especialista em arroz da Safras e Mercado, Élcio Bento. Na opinião dos arrozeiros, o foco no mercado externo tem sido importante para reduzir o excedente que normalmente colabora com o recuo dos preços no mercado interno.

Mas, no entanto, a partir de agora a tendência é de redução dos embarques, uma vez que o hemisfério Norte está em plena safra. "A queda gradual do dólar também deve frear as exportações. De agora, até fevereiro quando acaba o ano-safra, devemos enviar cerca de 69 mil toneladas", disse o diretor comercial do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga), Rubens Silveira.

O dirigente acredita que os reflexos da quebra de safra na Índia devem ser sentidos aqui no País apenas no próximo ano, quando os indianos entrarem na entressafra. Nesse momento, a fidelização do produto lá fora é o que tem efetivamente fomentado as exportações nacionais. Segundo Silveira, a qualidade dos grãos vendidos é maior. "Até 2007 exportávamos 89% de arroz quebrado e hoje são 62% de elaborado", informa. A conquista de novos mercados também foi citada pelo dirigente como item importante no incremento das exportações.

Se por um lado os resultados têm sido positivos em termos de volumes, o mesmo não se confirma quando o dado é faturamento. Em função da queda do dólar, as cotações em reais encontram-se achatadas, em torno de R$ 26,00 a saca de 50 quilos, contra os R$ 33,00 praticados em novembro do ano passado. "Pelos nossos cálculos, o faturamento ao produtor caiu pela metade", disse Silveira.

As importações chegam nesse momento a 582,5 mil toneladas, volume que deve ser acrescido de mais 500 mil toneladas nos próximos meses, gerando um superávit de 138 mil. "Se esses volumes se confirmarem, vamos fechar o ano com pouco arroz nos estoques, o que pode fazer com que os preços reajam no mercado interno, mas a limitação cambial deve frear uma recuperação mais intensa", pondera. (Fonte)

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística
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