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Quinta-Feira, 19 de novembro de 2009
Governo muda direção do Porto do Recife

A semana foi de mudanças no Porto do Recife. O então diretor-presidente, Alexandre Catão, e outros dois diretores - o administrativo e financeiro, José Antônio Falcão, e o de operações e engenharia, Sérgio Pimentel - foram exonerados de seus cargos. A determinação foi dada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, após ter solicitado a autorização ao governador, Eduardo Campos, na última sexta-feira, dia 13. Nem o motivo para o afastamento nem o nome do presidente interino foram informados ontem. As exonerações ainda não foram publicadas no Diário Oficial do Estado.

Através de sua assessoria de imprensa, Bezerra Coelho confirmou apenas a necessidade de empreender mudanças no Porto do Recife. Um dos diretores, que pediu para não ser identificado, conversou no final da tarde de ontem com a reportagem do JC. Mostrando a surpresa de quem havia sido comunicado de seu afastamento dois dias atrás, na terça-feira, fez questão de frisar que sejam quais tenham sido as razões, elas não foram “desonestidade ou inoperância.” “Para mim foi uma decisão política. O governador e o secretário têm esse direito. Cargo comissionado é assim. A gente dorme com ele, mas não sabe se acorda”, acrescentou.

Politicamente, o agora ex-presidente do Porto do Recife Alexandre Catão é ligado ao ex-prefeito do Recife e hoje secretário de Articulação Regional, João Paulo Lima e Silva, um dos nomes da base governista cotados para concorrer a uma das duas vagas no Senado nas eleições do próximo ano. Outro postulante da situação é justamente o secretário Fernando Bezerra Coelho. A diretoria exonerada estava a frente do Porto há dois anos e nove meses. Trata-se de um recorde. De 2001 a 2006, por exemplo, foram cinco presidentes diferentes, quase que um por ano.

ANO IMPORTANTE

A mudança desta semana ocorre no final de um ano crucial para as operações do Porto do Recife. Finalmente em 2009 foi realizada a tão esperada dragagem, que aumentou a profundidade dos berços portuários para cerca de 10 metros. Agora, o Porto pode receber navios com capacidade de até 45 mil toneladas de porte bruto (TPB). Ainda este ano, foi anunciado o projeto do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto do Recife, orçado em R$ 11,5 milhões.

Em contrapartida, o porto sofreu com a saída, em junho, das operações da Bunge, que instalou um novo moinho de R$ 165 milhões no Complexo Industrial Portuário de Suape. O fim da história de mais de 90 anos da empresa no Recife coincidiu com uma época de retração no volume de cargas movimentadas no Porto, em função dos reflexos da crise econômica mundial. Como o trigo que chegava para a Bunge era uma das principais mercadorias, a interrupção na atracação de navios com esse produto potencializou esses impactos negativos.

Foi a partir de meados deste segundo semestre que o cenário passou a mudar. No final de outubro, devido ao reaquecimento da economia, o Porto voltou a operar na sua capacidade máxima – que é de movimentar cinco navios, cada um com uma extensão de cerca de 200 metros. A expectativa é que entre dezembro e janeiro a movimentação seja ainda mais intensa, quando começarem as exportações de açúcar. (Fonte)

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística
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