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Quarta-Feira, 25 de novembro de 2009
Mudanças darão à UE mais força diplomática

Desde maio de 2007, o português Álvaro de Vasconcelos é diretor do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia, instituição sediada em Paris que contribui com o desenvolvimento da Política Externa e de Segurança Comum (PESC) da UE. Autor e editor de diversas obras, incluindo -Quais são as ambições da defesa europeia para 2020? e O Momento Obama (ambos títulos em tradução livre), sua opinião tem grande peso sobre o posicionamento da UE nas questões de segurança mundial e ajuda a formar as políticas externas do bloco. Durante uma visita recente a Washington, quando se reuniu com autoridades dos departamentos de Estado e de Segurança Interna dos EUA, Vasconcelos concedeu uma entrevista ao Terra e falou sobre o atual papel da UE no cenário mundial, Barack Obama, segurança e Oriente Médio.

Como o redesenho da UE, com a aprovação do Tratado de Lisboa e a recente eleição do presidente do bloco, o belga Herman van Rompuy, e da alta representante de política externa e segurança, a inglesa Catherine Ashton, coloca a UE no cenário internacional?

O que há de diferente neste desenho em relação ao passado é que o Conselho da UE não muda de presidente a cada seis meses e o alto representante de política externa também é vice-presidente da Comissão Europeia. Ou seja, ao conversar com outros países, agora a UE tem nas suas mãos instrumentos de política externa muito mais diversos do que antes tinha, pois também conta com instrumentos ligados à ação da Comissão Europeia junto a outros países. Outra coisa que muda é que os brasileiros, por exemplo, verão que o representante da UE em Brasília deixará de ser um representante da Comissão Europeia e passará a ser um embaixador da UE. As pessoas já chamavam o representante da Comissão Europeia de embaixador, mas não era embaixador porque a UE não era uma entidade legal do ponto de vista internacional. Agora o embaixador representa a UE, os Estados-membros e a Comissão Europeia, o que lhe dará credibilidade muito maior e mais força no diálogo com outros países.

Mas é preciso mudar não somente as pessoas, mas a política. A UE precisa entender que o mundo mudou consideravelmente. Já não existem apenas Europa e EUA. O mundo se multiplanizou; e o Brasil, a China e a Índia precisam ser integrados na visão de mundo da Europa. Isso, evidentemente, fica mais fácil com uma maior continuidade e coerência na ação externa da UE. (Fonte)

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística
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