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Quarta-Feira, 01 de dezembro de 2010
Gabrielli levanta possiblidade de royalty voltar à discussão em 2011

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, avaliou hoje que se ocorrer um veto presidencial ao projeto de partilha da produção de petróleo no Brasil, o próximo governo poderá discutir uma proposta mais equânime, que não favoreça somente os Estados produtores, mas dê a eles algumas vantagens sobre os demais.

"Se for aprovado e o presidente vetar, a cobrança volta à forma original, e é provável que retorne à Câmara em 2011 como um novo projeto de lei que discuta de maneira mais equânime a questão dos royalties, permitindo uma distribuição de parcela maior para os Estados produtores, ao mesmo tempo que também dê oportunidade a outros Estados de se beneficiarem da produção".

Atualmente, o projeto que altera o novo marco regulatório está em trâmite na Câmara, depois de ter sido alterado no Senado. Ele teve a adição de uma emenda que alterou a distribuição dos royalties beneficiando todos os Estados e não somente os produtores.

O presidente da Petrobrás comentou hoje pela manhã sobre todos os investimentos da companhia no País, em entrevista para um pool de emissoras de rádio, coordenado pela Rádio Nacional, no Rio. Durante uma hora, Gabrielli atendeu a repórteres de rádios locais do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Amazonas. Os investimentos em novas refinarias foi um dos assuntos mais abordados.

Gabrielli confirmou que a unidade de refino, a primeira unidade do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) vai entrar em operação em 2013, e que estão seguindo as tratativas com a Braskem para que a companhia assuma os investimentos na unidade petroquímica básica. "Por enquanto tudo é um namoro ainda", disse sobre a negociação. Ele também afirmou que já há entre 70% e 80% de equipamentos contratados para o Comperj. Sobre as demais refinarias, disse que a Premium II do Ceará ainda aguarda a liberação do terreno para início da terraplanagem.

Gabrielli também voltou a defender a necessidade de construir as unidades de refino, já que a produção e a demanda vêm crescendo substancialmente, mas o País não tem mais capacidade ociosa para dar conta dessa evolução. "Hoje importamos diesel, querosene de aviação, GLP. Precisamos pensar na nossa demanda e na produção de 2020", comentou. (Fonte)

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística
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