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Segunda-Feira, 12 de março de 2012
Mercosul e UE retomam hoje negociações para acordo de associação

O Mercosul e a União Europeia (UE) retomarão a partir de hoje suas negociações para um acordo de associação política e comercial, informou no sábado o governo da Argentina, que preside o bloco sul-americano neste semestre.

A 24ª Reunião do Comitê de Negociações Birregionais será realizada em Bruxelas entre hoje e sexta-feira, indicou a chancelaria em comunicado.

A delegação argentina será liderada pela secretária de Relações Econômicas Internacionais, Cecilia Nahón, e está previsto que na quinta e na sexta-feira se some ao encontro a ministra de Indústria do país, Débora Giorgi.

O diálogo entre a UE e o Mercosul, que procura criar a maior área de livre-comércio do mundo, se iniciou em 1999, mas as conversas foram congeladas em 2004, antes de serem retomadas em maio de 2010.

Além dos encontros entre os negociadores, muitos analistas veem junho como data fundamental para o futuro das negociações, quando os presidentes do Mercosul e da UE se encontrarão em Santiago, no Chile, por conta da 7ª Cúpula América Latina-UE.

O acordo que é discutido inclui um capítulo de diálogo político e outro de cooperação, mas o ponto central diz respeito ao comércio bilateral.

A negociação enfrenta questões conflitantes nos campos de comércio de bens agrícolas, serviços, investimentos, compras públicas, entre outros.

Enquanto o Mercosul almeja ampliar seu acesso ao protecionista mercado europeu de produtos agrícolas, a UE quer uma maior abertura para suas manufaturas e melhores condições de negócio para suas empresas de serviços com interesses na América do Sul.

O bloco sul-americano também reivindica à UE que aceite um tratamento especial e diferenciado para suas economias menores (Paraguai e Uruguai) e reconheça certos setores sensíveis do grupo.

Os negociadores voltarão a se encontrar depois que no final de fevereiro a Comissão Europeia denunciou a manutenção de barreiras ao comércio nos países do Mercosul, incluindo as políticas protecionistas e as restrições ao transporte marítimo e à exportação de matérias-primas por parte do Brasil e da Argentina.

No caso do Brasil, a maior economia sul-americana, a comissão denunciou a discriminação fiscal de fabricantes de veículos produzidos no exterior e o endurecimento da fiscalização alfandegária sobre a importação de produtos têxteis. (Fonte)

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística
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