
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta quinta-feira uma reforma legislativa para impor penas aos que visitam sites de apologia ao terrorismo e à violência e aos indivíduos que viajam para outros países com o objetivo de doutrinarem-se nesse tipo de ideologias.
'Vamos reprimir a propagação de ideologias extremistas como crime previsto no Código Penal', ressaltou Sarkozy em uma declaração a partir do Palácio do Eliseu sobre a operação policial que matou o assassino confesso de sete pessoas em Toulouse e Montauban nos últimos dias.
O chefe do Estado defendeu a ação na qual foi feito todo o possível para que o assassino Mohammed Merah, um jovem francês de origem argelina de 23 anos, respondesse na Justiça pelos seus crimes. 'Mas não podíamos expor vidas com esse objetivo: já tivemos muitas mortes', acrescentou.
Segundo relato do ministro do Interior, Claude Guéant, Merah respondeu atirando à invasão do corpo de elite da Polícia RAID - dois agentes ficaram feridos -, e continuou disparando pela janela do apartamento no qual estava cercado há mais de 32 horas pelas forças da ordem.
O presidente disse que 'há uma investigação em andamento para determinar se ele teve cúmplices' no assassinato de três crianças e um professor em uma escola judia de Toulouse e de três militares, um nessa mesma cidade e outros dois na vizinha Montauban.
"A França demonstrou sangue frio e determinação", se manteve "unida", destacou antes de pedir à população que supere a indignação e ressaltar que "os muçulmanos não têm nada a ver com as motivações loucas de um terrorista".
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