O trio admirável de 2009: Vale, Nestlé e Petrobras. As três são as empresas mais admiradas do Brasil de acordo com 4.448 empresários, executivos e economistas entrevistados pelos repórteres do jornal DCI, do site PanoramaBrasil e do semanário Shopping News ao longo de 2009. Para um ano que nasceu marcado pelo temor dos efeitos de uma crise de largas proporções para a economia internacional, as referências no mundo dos negócios no Brasil mantiveram-se firmes. As três empresas foram as mesmas vencedoras de 2008, quando a economia brasileira vivia um período de exuberância, confiança e retomada de investimentos.
A suíça Nestlé se confirmou como a empresa de capital estrangeiro mais admirada pelos empresários e executivos do País. Além de ser uma referência entre empresários do setor de alimentos, do agronegócio a outros produtores de alimentos processados, a Nestlé também recebeu grande volume de votos de grupos do comércio de alimentos, como lanchonetes, bares e restaurantes. A Petrobras, embalada por toda a discussão em torno das descobertas e do controle do petróleo da camada do pré-sal, é incontestavelmente e a estatal mais admirada do País, mesmo sendo uma empresa reconhecidamente de capital misto.
A Vale, ainda fortemente nominada pelos eleitores como Companhia Vale do Rio Doce, controlada pelo Bradespar e os fundos de pensão, venceu por larga vantagem como a empresa de capital nacional mais admirada pelos empresários brasileiros em 2009. Ela é a mineradora que mais se destaca no País. A Vale, assim como a Petrobras, foram empresas que estiveram bastante expostas na mídia ao longo de 2009, o que explica, em parte, a grande predileção por elas entre os pequenos e microempresários.
Pelo sétimo ano consecutivo a eleição das empresas mais admiradas do DCI baseia-se na opinião qualificada de empresários, executivos e economistas que também elegeram as empresas mais admiradas dos 30 maiores setores da economia nacional.
Desde a primeira edição do Prêmio DCI às empresas mais Admiradas do País, em 2003, as perguntas, de resposta espontânea, feitas pelos repórteres são as mesmas: 1- Qual a empresa que mais admira no seu setor de atividades, além da sua? 2- Qual a empresa de capital nacional que o(a) senhor(a) mais admira? 3- Qual a empresa de capital estrangeiro que o(a) senhor(a) mais admira? 4- Qual a estatal que o(a) senhor(a) mais admira?
Os movimentos das empresas, em meio a uma expectativa de crise doméstica que acabou não se confirmando ao longo de 2009, foram um dos objetos de atenção e admiração dos eleitores da Pesquisa DCI. Um exemplo é a liderança do Banco do Brasil, controlado pela União, no setor de finanças, que em 2008 tinha sido dominado pelo Itaú, depois da compra do Unibanco. A compra de ex-bancos estatais, como a Nossa Caixa, e participação em bancos privados, como o Votorantim, colocaram o Banco do Brasil em evidência no setor financeiro. Outro destaque entre empresas estatais que mantiveram o fôlego e cumpriram sua missão no meio da crise foi a Embrapa, empresa ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que venceu como a empresa de consultoria mais admirada pelos eleitores da Pesquisa DCI em 2009. Este ano ela desbancou companhias renomadas, como Price WaterHouse Coopers e Trevisan Associados, embora os empresários e executivos, eleitores, tenham a maioria de seus empreendimentos em áreas urbanas.
A norte-americana Monsanto e o seu glifosato (Randup), líder mundial em transgênicos, foi votada a líder química do País. (Fonte)